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riscos_e_rabiscos

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Ó São Pedro, ninguém merece!

Ser acordada às 6.30 da manhã com um temporal desgraçado com trovoada e chuva é assim um bocadinho demais! Já pensaste que se calhar a esta hora haveria alguém que precisava de dormir mais um pouco? 

 

Como se não bastasse o estardalhaço da madrugada, de vez em quando ainda nos brindas assim com uma espécie de rio... assim que te dá na telha, abres as comportas e chove-nos um rio em cima!

 

Ora conta lá onde tens o Livro de Reclamações, ó São Pedro, para eu te deixar lescritas umas palavrinhas. Pode ser?

Que temporal!

Esta noite caiu aqui um temporal daqueles! Os trovões e os relâmpagos metiam medo e a chuva caiu cá com uma intensidade que fez disparar os alarmes de vários carros aqui na rua.
O meu pobre Bóbi que tem um medo terrível de trovoadas, ladrava que se fartava!
Logo esta noite em que eu adormeci cedo e estava num soninho tão bom - na noite anterior tive uma insónia que não lembra a ninguém - tinha de cair um super trovão às 2.53h da manhã! Ora bolas!
Ó São Pedro, já chega de aguinha e se te queres zangar com alguém, zanga-te com o Gaspar e o Passos. É que nós já estamos a ser tão massacradinhos!

Está tudo inteiro desse lado?

Aqui deste lado está tudo inteiro. Sexta-feira foi um dia, ou melhor, uma noite de temporal que metia medo! Apesar de estar tudo cerrado - portas, estores e janelas - abanava tudo. Estive sempre à espera que a clarabóia do prédio fosse passear para outro lado mas aguentou-se. Isto porque é nova pois se fosse a velha tinha feito muito estragos... e tinha desaparecido!

 

Não dormi nada, se dormi durante uma hora foi muito. O meu prédio faz gaveto e a parte da casa que faz a esquina é o meu quarto e ainda por cima sendo o último andar... Além do abanar dos estores e do barulho do vento, ainda tinha um princípe encantado adormecido ao meu lado a respirar ruidosamente (know what I mean? :P).

 

De manhã, quando saí para ir às compras deparo-me com os bombeiros quase à porta do meu prédio mas sem saber muito bem o motivo. Supus que devido a várias lâminas de estores que estavam espalhadas pela rua. Eu ouvi um estrondo que o N. me disse que seria a tampa do molok mas afinal tinham sido dos tais estores. Aqui ao pé, não me deparei com grandes estragos mas certamente terão havido. E aí na vossa zona?

 

Um sábado dos diabos!

No sábado, o N. acordou com uma vontade enorme de comer rastejantes de casa às costas, que é como quem diz, caracóis. E como nós tínhamos feito uma aposta e perdi eu, quem pagava a conta seria aqui a Pepper.

 

Arranjámo-nos e pusémo-nos a caminho da praça. Esta praça tem coisas muito boas e é enorme. E como é enorme tem muita gente e... muito poucos lugares de estacionamento. Perdemos cerca de meia hora à procura de lugar.

Finalmente lá encontrámos um buraquinho onde deixámos o popó com o Pimentinha lá dentro a fazer de guardião. Viémos carregados de caracóis e outros géneros alimentícios.

 

De seguida rumámos ao supermercado cujo nome tem duas palavras e em que a primeira começa por "P" e a segunda por "D", para fazer o resto das compras. A minha mãe que tinha apanhado boleia connosco, estava com fome e foi ao bar que tem no interior. Estávamos nós já nas zonas da mesinhas quando vemos passar a Sandra, concorrente do Peso Pesado.

Estava realmente mais magra. Por momentos, coloquei-me na pele dela: a moça a passar e tudo a olhar para ela sem dó nem compaixão e provavelmente a observar se ela estava adquirir produtos saudáveis e que não engordassem. Não gostei nada da sensação que imaginei.

 

Da parte da tarde planeámos ir comprar um microondas para a minha sogra. A seguir ao almoço, começou um temporal de arrepiar: uma vento fortíssimo que partiu várias árvores, uma chuve tremenda que voltou a causar inundações e estragos e mais granizo que fez relembrar o da sexta-feira de umas semanas atrás.

Quando serenou, decidimos ir buscar o microondas. Havia um bastante em conta no PD e dirigimo-nos até lá. Assim que chegámos ao supermercado, deparamo-nos com ele fechado - tinha inundado com a chuvada que caira. Dirigimo-nos a outros locais para procurar um microondas em conta. Na rua da minha mãe duas árvores tinham ficado partidas ao meio e as estradas estavam cheias de pedras arrastadas pelas águas e que se tornavam perigosas.

 

Depois de ir a várias lojas (que não tinham nada de jeito e caríssimos) acabámos por ir ao monstruoso centro comercial construído mais recentemente aqui na zona. Muito a custo porque o N. não gosta de ir a sítios que não conhece e porque já estava danado com tantas voltas. Mas no fim das contas, tivémos a recompensa: conseguimos encontrar um microondas todo xpto muito em conta. E ainda provei o novo café Sical para a dolce gusto... Uma delícia!

 

 

 

Here Comes The Rain

                “The rain in Spain stays mainly in the plain”

                                                           (My Fair Lady)

 

Mas este cantinho à beira-mar plantado não é Espanha e a chuva não cai apenas na planície!

 

Após uma noitada de chuva torrencial e trovoada forte, eis que a capital acorda surpreendida com os estragos causados pela intempérie. E que continuou pelo início da manhã.

 

Desde as três da manhã que deixei de conseguir dormir. Primeiro por causa da trovoada fortíssima, depois porque eu tenho “pavor” de relâmpagos e trovoadas e ainda pelo barulho da cadência da chuva intensa. Os clarões assustavam-me e a chuva fazia-me pensar no pior.

O pobre Bóbi, que tal como eu morre de medo de trovoadas, veio aninhar-se em cima da minha cama, mais exactamente no meio das minhas pernas, fazendo com que eu ainda ficasse mais desconfortável. O pobre bicho estremecia e dava um salto cada vez que caia uma trovoada. E eu a seguir fazia-lhe uma festinha para o acalmar.

 

De manhã, quando me levantei, apercebi-me logo dos estragos que a noite tinha ocultado mas o dia revelou. A minha zona tinha vários locais alagados. Havia escolas fechadas, sítios por onde não se podia passar, trânsito caótico e lojas com alguns prejuízos, embora não tenham sido dos piores.

Tinha de ir ao banco, por isso, vesti-me e equipei-me contra a chuva. Comecei a descer a minha rua qyue parecia um rio… Já é hábito. Custei a atravessar para o outro lado do passeio e, no entanto, não estava no pico do dilúvio.

 

O cenário revelou-se bastante complicado nas zonas próximas da minha cidade, tendo, inclusivamente, um carro caído ao rio com duas mulheres. Aquela zona é crítica.

A zona do meu colégio também sofreu alguns estragos. Havia desabamentos de terras e de um muro de uma vivenda na zona das plantas.

Receei que o colégio tivesse ficado inundado pois apesar de ficar numa zona alta, aquela parte faz um baixio. Havia muita água mas não o suficiente para fazer estragos. Ainda bem!

 

Amanhã vamos ver o que nos está reservado. Espero que não sejam chuvadas deste calibre!